‘Ida’ de Muniz para o PV o afastou da oposição e rendeu ‘bronca’ de Carballal com Neto


A ida do vereador Carlos Muniz (PTN) para o PV foi “brincadeira” (veja aqui e aqui), mas, dias depois, as consequências começam a aparecer. Após a virtual saída da oposição, integrantes do grupo avaliam que Muniz está cada vez mais distante do grupo na Câmara Municipal de Salvador (CMS) e dizem que cada dia que passa contam menos com o legislador. Edis concluíram que, desta vez, Muniz não fez tanta questão de abafar o boato e foi “longe demais” ao assinar até ficha de filiação. A “brincadeira”, além de movimentar a imprensa, teve também como pano de fundo uma ligação desesperada de Henrique Carballal (PV) para o prefeito ACM Neto (DEM) – que ficou revoltado com a “mudança” e, com medo de perder sua cadeira na Casa nas próximas eleições, chegou a classificar o episódio como uma “falta de lealdade” – e a constatação de que Muniz, ao sinalizar vontade de voltar para o governo, está com sua estrutura eleitoral defasada. Eleito em 2012 com quase 18 mil votos, Muniz irá encarar, em 2016, um cenário bem diferente: não tem mais, na administração municipal, nenhuma secretaria do seu partido, e, após sucessivos discursos raivosos contra o prefeito ACM Neto, goza da má vontade do democrata, além de ter perdido apoio de diversas lideranças que empregava na máquina municipal. “Com a estrutura de hoje, não dá nem para pensar em fazer aquela votação que ele fez. Com o que ele tem hoje, é difícil eleger. Acho que é essa situação que está incomodando ele. Está batendo o desespero”, avaliou um vereador da oposição. Apesar dos “contras” na vida política de Muniz, membros da oposição especulam também que o vereador pode estar tentando valorizar o seu “passe” – com o governo e com a oposição. “O fato é que você viu que a matéria do ITIV ficou um ‘tempão’ parada e ele estava articulando para ser o 29º voto de Neto. Ficou revoltado quando a oposição toda fechou acordo e deu 39 votos ao projeto”, especulou outro edil. “Ele pode estar também fazendo esse movimento para que alguém do governador chegue para ele e diga: ‘não, rapaz, fique com a gente. Temos ‘isso’ e ‘isso’ para te oferecer”, estimou um terceiro vereador.
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